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Os trabalhadores das empresas privadas, sob o regime da CLT, passaram a ter acesso a empréstimos com juros bem mais baixos que os usualmente cobrados no cheque especial, cartão de crédito, crédito pessoal.
Anteriormente apenas funcionários públicos se beneficiavam deste tipo de empréstimo, trata-se de modalidade de empréstimo com desconto de prestações em folha de pagamento (crédito consignado), ou seja, o trabalhador receberá seu salário já deduzido da prestação devida ao banco. Os trabalhadores com carteira assinada, do setor público ou privado, poderão negociar o empréstimo diretamente, por meio da empresa em que trabalha ou do sindicato da categoria. Não precisará ter conta corrente na instituição, assim como poderá obter o empréstimo em um banco diferente daquele onde é creditado seu salário. Os aposentados e pensionistas do INSS, desde maio/2004 também tem direito a esta modalidade de empréstimo. O primeiro passo para se habilitar a este empréstimo é procurar, na empresa em que trabalha, a área responsável, em geral a de RH - Recursos Humanos. No caso dos aposentados, procurar um dos bancos credenciados pelo MPAS – veja a lista clicando aqui. Características da operação: Operações possíveis: empréstimos, financiamentos, leasing Beneficiários: trabalhador com carteira assinada - CLT, (sindicalizado ou não), aposentados e pensionistas do INSS Valor máximo do empréstimo: não há ( dependerá do salário e do prazo) Valor máximo das prestações: comprometimento de até 30% do salário líquido mensal Total de comprometimento em todas as consignações voluntárias: 40% do salário líquido Prazos máximo e mínimo: não há ( em geral estão entre 6 e 36 meses) Forma de pagamento: prestações iguais, mensais, préfixadas Juros: negociáveis entre as partes, não há piso ou teto estabelecidos ( em geral entre 1,5% e 3,5% ao mês) Taxas: empresa poderá cobrar taxas por custo operacional dela e repassar as cobradas pelo banco para esse serviço Possível contratação de seguro de crédito ou de vida cobrindo inadimplência por morte, perda involuntária do emprego, redução de salário Pagamento antecipado: só saldo devedor de principal (desconta o fluxo futuro na taxa do contrato) Funcionário, aposentado ou pensionista poderá escolher o banco conveniado, não precisa ser aquele onde recebe seu salário ou aposentadoria Operacionalidade: as empresas, ou o Dataprev, farão os controles, desde a dedução do valor das prestações no contra-cheque do empregado / aposentado ao repasse dos valores, mensalmente, para o(s) banco(s) emprestador(es). É acessível a pessoas com restrições cadastrais (nome sujo na praça) Vale a pena usar ? Para quem está pendurado no cheque especial ou cartão de crédito, é uma ótima opção para sair do sufoco, tem juros menores e prazos maiores. Para quem está no crédito pessoal parcelado ou no carnê da loja, até no penhor da CEF, tem que analisar o desconto que será dado pelo pagamento antecipado da dívida. Se a taxa de juros do desconto for maior que a do empréstimo consignado, faça a troca, caso contrário fique onde está. Para quem não tem dívidas a substituir vale a pena tomar esse "empréstimo barato" ? Em primeiro lugar ele não é "barato", tem apenas um custo menor que o exorbitante custo do cheque especial ou cartão de crédito. Se você tem uma necessidade que estava adiando, analise seu orçamento, veja se a prestação do empréstimo não vai comprometer outras despesas essenciais, seja previdente. É importante alertar que a partir do mês seguinte, e durante o prazo do empréstimo, o salário ou aposentadoria virá menor, em até 30% em relação ao mês anterior, e por outro lado, as despesas mensais continuarão as mesmas. A facilidade para tomar esse tipo de empréstimo é muito grande, particularmente para os aposentados. Evite tomar o empréstimo para fazer favores a familiares ou a terceiros, lembre-se que é do seu salário que será descontada a prestação. Cuidados Leia o contrato antes de assinar. Não se deixe seduzir pelos apelos de "crédito rápido e fácil" Pesquise taxas de juros. A melhor forma de comparar os custos entre os bancos é pedir-lhes a informação de “qual é o valor líquido que vou receber”, considerando o mesmo valor da prestação e prazo. Exemplo: qual valor líquido vou receber para uma prestação de R$ 120,00 em 36 meses? Importante Quando estiver pensando em entrar numa dívida, pense também em como sairá dela. Analise seu orçamento familiar e certifique-se que a dívida cabe nele. Leve em conta que sua renda diminui a partir do mês seguinte. |